Os diversos processos de transformação da matéria sempre ocorrem em nível nanométrico (ao nível de moléculas, átomos, íons e outras partículas físicas), porém podem ter tanto implicações microbióticas, como reações químicas vitais em uma bactéria, quanto efeitos planetários, como o equilíbrio químico na estratosfera terrestre, representado simbolicamente como:
2 O2 (dioxigênio) ⇌ O- (óxido) + O3 (trioxigênio ou ozônio)
Antes de discutir suas implicações práticas, vejamos a descrição química de tal fenômeno natural: na atmosfera terrestre, há uma grande quantidade de gás dioxigênio (O2); por fotólise (transformação estrutural de uma molécula ou íon gerada por radiação eletromagnética) ultravioleta (UV), as moléculas de dioxigênio decompõe-se em íons óxido que, ao juntarem-se com outras moléculas de dioxigênio, formam ozônio.
O2 + O- —> O3
Esta composição de ozônio é exotérmica, ou seja, libera calor — o ciclo conclui um período quando os íons óxido, sob influência de quimiocatalisadores, formam uma nova molécula de dioxigênio, que será fotolisada, e assim o processo repete-se novamente.
Este conjunto de reações faz com que haja uma imensa quantidade acumulada de ozônio (O3) na estratosfera (uma das mais externas partes da atmosfera terrestre), chamada popularmente de "camada de ozônio". Como visto anteriormente, esta fina retícula sobreplanetária transforma radiação ultravioleta (UV) em calor, impedindo que fótons UV penetrem excessivamente na Terra.
VAMOS ENTENDER COM MAIS DETALHES (ilustrações originais):





Infelizmente, desde a 1ª Revolução Industrial, no século XVIII, viemos introduzindo uma quantidade enorme de gases orgânicos em nossa atmosfera; as tais substâncias, como CFCs e óxidos de nitrogênio, catalizam agressivamente reações químicas de decomposição de ozônio, diminuindo sua massa em nível mundial.
Hoje, as quantidades de de trioxigênio é quatro vezes menor do que na década de 1970, segundo dados experimentais da agência científica estadunidense NASA. Essa desmontagem da camada de ozônio, os tais "buracos na camada de ozônio", permite que cada vez mais radiação eletromagnética ultravioleta penetre na atmosfera da Terra, prejudicando a biosfera em diversos níveis, inclusive os "destemidos e poderosos" seres humanos.
A radiação UV em excesso, comprovadamente, traz vários danos à vida terráquea, além de modificação de condições geoquimiofísicas dos ambientes. Fora que a grande maioria das substâncias que destroem a camada de ozônio também são gases do efeito estufa, ou seja, aquecimento global e destruição da camada estão ligados. Obviamente, antropogenicamente.
O Homo sapiens sapiens (hominídeo que "pensa") destrói cada vez mais seu lar, a Terra — e, sem perceber, detrói-se ao mesmo tempo. Além de que a ausência da camada de ozônio facilita a formação da camada de gases-estufa. Analogamente, pode-se dizer que "aquecimento global" e "buracos na camada de O3" são "grandezas geoquimiofísicas diretamente proporcionais".
VAMOS ENTENDER:








NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA!!!
Muito felizmente, na última semana, foi noticiado amplamente que cientistas britânicos e estadunidenses notaram que a camada de ozônio está mostrando sinais de recuperação acima da região do polo sul. Essa melhora deve-se ao gradual abandonamento de CFCs em produtos industriais, impulsionado pelo Protocolo de Montreal, em 1987. Dados como esse mostram como nosso planeta é plástico e autoreparador; contudo, a humanidade não pode abusar disso. Ainda há muito o que se fazer para improvar políticas ambientais, e, sobre tudo, garantir que os seres humanos convivam harmonicamente com o resto da biosfera terráquea, segundo os ideais da ecologia absoluta do filósofo e ambientalista norueguês Arne Naess.
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RECOMENDAMOS ESSE VÍDEO DA UNISINOS!
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Pode-se perceber que houve uma pequena melhora nos índices de ozônio no polo sul do planeta. Quanto mais azul (escuro), menos O3 e quanto mais vermelho (forte) mais O3. (se o seu navegador não mostrar a imagem, clique aqui) |
Terminamos a postagem dessa semana com um pensamento de Arne Naess:
"Pense como uma montanha! Quando pensamos como uma montanha, pensamos também como um urso negro, de modo que o mel escorre por sua pele enquanto você toma o ônibus para o trabalho. Pense como a biosfera! Seja ela!"
- Arne Naess, filósofo e ambientalista norueguês (1912-2009)
Queridos, que alegria ler a postagem de vocês! Parabéns pela originalidade e criatividade! Não se encontram ilustrações como as de vocês por aí! Legal! Acredito que tenha dado muuuuito trabalho essa postagem para vocês, tanto para escrever o texto com coerência técnica quanto para desenvolver as ilustrações. Acredito que o objetivo, como educadora, tenha sido alcançado, pois percebe-se claramente o foco, a determinação e a inteligência de todos vocês. Continuem sendo maravilhosos! Abraços, profe Andressa.
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